Presidente da PETROS: “Como vou saber que pessoas eleitas são profissionais que têm competência, experiência e capacidade de fazer aquele trabalho”?

 

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As mudanças na Petros, o fundo de pensão dos empregados da Petrobras, não acabaram com a chegada do novo presidente, o economista Walter Mendes. O atual diretor de Investimentos, Ives Cézar Fülber, pediu para sair por problemas de natureza pessoal. Mendes não quis adiantar quem o sucederá, mas afirmou que Fülber participará ativamente do processo de transição. “Eu o convidei para permanecer no cargo, mas tive que ir a mercado em busca de uma pessoa que ainda precisa ser avaliada pelo Conselho Deliberativo e pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Por isso o nome ainda não é público”, explicou.

O presidente da Petros também ressaltou que sua gestão será marcada pela dinamização dos processos de investimentos da entidade fechada de previdência complementar. Ele explicou que atualmente não há clareza ou definição sobre os momentos para realização de lucros, durante períodos de bonança, ou comandos para venda de ativos, em épocas de prejuízo. Mendes ressaltou que sem essas definições a gestão dos recursos dos participantes não é adequada. “De março do ano passado até agora, os gestores adotaram uma postura conservadora e só compraram títulos públicos com as contribuições que entraram ou com a venda de ativos”, destacou.

Segundo ele, os conceitos que serão adotados respeitarão todas as normas do setor, sobretudo as que limitam a quantidade do patrimônio investida em cada segmento. “Mas, mesmo com essas limitações e dentro do perfil conservador que todo fundo de pensão deve ter, é possível gerir uma carteira como a nossa—que é diversificada — de maneira melhor’’, comentou.

Além dessas medidas, o executivo adiantou que quer disseminar a cultura da gestão de risco. Para Mendes, um dos problemas da Retrós, que começou a ser enfrentado pela gestão anterior, era a falta de uma governança forte. Conforme ele, a diretoria que o antecedeu criou uma gerência de riscos. “Foi uma decisão meritória e que precisa ser ampliada para todos os processos da Petros”, disse.

Defensor da profissionalização na gestão dos fundos de pensão, Mendes avalia que paridade na Diretoria Executiva, em que os participantes elegem metade dos diretores, não é o caminho adequado para esse processo. “Profissionalizar não é só colocar pessoas de mercados. Também requer mudanças dos processos, da governança para se ter o melhor padrão possível. Não vejo como a eleição de diretores atinge esses caminhos. Como vou saber que pessoas eleitas são profissionais de mercado que têm competência, experiência e capacidade de fazer aquele trabalho?”, ponderou.

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