O Ministério Público Federal (MPF) denunciou oito suspeitos investigados na Lava Jato e que são ligados a Queiroz Galvão e a Iesa Óleo e Gás por crimes como fraude à licitação, participação em organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e cartel. Esta foi a primeira denúncia de cartel e fraude à licitação oferecida no âmbito da operação, conforme divulgado nesta terça-feira (13).
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O MPF pede a devolução mínima dos danos causados a Petrobras no valor de R$ 105.039.626,16 e US$ 12.450.101,51 para os representantes da Queiroz Galvão, e R$ 47.614.386,81 e US$ 2.366.347,21 para os representantes da Iesa Óleo e Gás.
Os valores correspondem à estimativa de propina oferecida pelos empreiteiros, segundo as investigações. A Queiroz Galvão foi alvo da 33ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada em agosto deste ano. Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide de Moraes Filho, que estão no grupo de denúnciados, chegaram a ser presos. Na mesma fase, foram cumpridos mandados na Iesa Óleo e Gás.
De acordo com o MPF, em todos os contratos firmados pela Queiroz Galvão e pela Iesa na Petrobras houve oferecimento, promessa e pagamento de propina para as diretorias de Abastecimento e Serviços. As irregularidades ocorreram, conforme o MPF, entre 2006 e 2014.
DENUNCIADOS E CRIMES
– Queiroz Galvão
Petrônio Braz Junior – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
André Gustavo de Farias Pereira – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Othon Zanoide de Moraes Filho – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Augusto Amorin Costa – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Ildefonso Colares Filho – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
– Iesa Óleo e Gás
Rodolfo Andriani – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Valdir Lima Carreira – pertencimento à organização criminosa, cartel, fraude à licitação, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Otto Garrido Sparenber – pertencimento à organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro
Valdir Carreira e Otto Sparenber também chegaram a ser presos na 7ª fase da Lava Jato.
O G1 tenta contato com as empresas.
De acordo com a denúncia, o crime de fraude à licitação ocorreu nas obras da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, e do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).
Quanto à lavagem de dinheiro, o MPF afirma que a prática ocorreu por meio de consórcio, doações eleitorais oficiais e contratos.
“Após passar por operações de lavagem de capitais para esconder a origem, os valores da vantagem indevida eram posteriormente distribuídos por operadores financeiros aos diretores e funcionários da Petrobras que auxiliavam no sucesso do esquema e para parlamentares dos partidos políticos que sustentavam os diretores no cargo”, diz a denúncia.
Em contrapartida pela vantagem indevida, ainda segundo o MPF, os diretores firmaram o compromisso de se manterem inertes e consentiam a existência e efetivo funcionamento do cartel na Petrobras omitindo os deveres que decorriam de seus ofícios.
Conforme os procuradores, os ex-diretores Paulo Roberto Costa e Renato Duque fraudavam as concorrências da estatal, direcionando-as para as empresas integrantes do esquema criminoso.
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