Análises Insper-Spectra – Fevereiro 2016
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Preâmbulo
Desde meados de 2015, diversos Fundos de Pensão Brasileiros começaram a expressar insatisfação com o retorno de seus investimentos em Private Equity. Como essa percepção difere da experiência que a própria Spectra vem tendo no setor, resolvemos fazer uma análise da carteira desses investidores para tentar entender a origem dessa diferença de percepção.
Sumário
A alocação dos Fundos de Pensão Brasileiros em Private Equity difere bastante da realizada por outros investidores tradicionais globais. Como principais pontos de divergência apontamos: (i) escolhas de gestores com times substancialmente menos experientes; (ii) um percentual alto de investimentos em fundos mono ativos, refletindo numa baixa diversificação da carteira dos fundos de pensão, com o risco concentrado em poucas empresas; (iii) uma excessiva concentração nos setores de Infraestrutura e Óleo & Gás, em detrimento de uma alocação mais generalizada em teses mais usuais de Private Equity.
- Metodologia
Este estudo se baseia no capital investido das 45 entre as maiores Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs ou Fundos de Pensão) brasileiras, apurados nos Relatórios Anuais de Informações (RAI). Foi utilizado o valor investido com data base em 31/12/14, totalizando R$9,5 bilhões de investimento em Private Equity.
Segundo a Abrapp, os ativos dos fundos de pensão em 2014 somam R$733 bilhões. As entidades das quais foram coletadas informações representam 75% do patrimônio total das EFPCs brasileiras, indicando que a amostra utilizada nesse estudo é representativa para essa classe de investidores.
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