Três esquemas de avaliação que envolveram as empresas Florestal e Eldorado

Os procuradores, na Greenfield, apontam três esquemas de avaliação que envolveram as empresas de papel e celulose do grupo J&F, à época Florestal e Eldorado.

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O primeiro relato é de que, já na partida, as duas fundações, Petros e Funcef, ignoraram as companhias avaliadoras que elas mesmas haviam contratado e que tinham estimado o valor dos ativos em cerca de R$ 500 milhões.

As fundações optaram pelo R$ 1,17 bilhão estimado pela empresa indicada pelo FIP, a Vitoria Asset, que pertencia ao falido banco BVA.

O segundo momento em que se percebeu problemas foi na fusão da Florestal com a Eldorado. A nova avaliação, feita pelo banco Brasil Plural, foi mais conservadora que a da Vitoria Asset. Dessa vez, as fundações aceitaram a avaliação mais conservadora e foram diluídas em suas participações.

Hoje, o FIP tem 34% da Eldorado e os cotistas são Petros, Funcef e J&F. O grupo da família Batista, além de fazer parte do FIP, detém o restante das ações da empresa.

A supervalorização registrada no ano passado é justamente o terceiro esquema apontado pelos procuradores. Uma das possibilidades levantadas pelo processo de investigação é que a avaliação acabaria beneficiando o gestor do fundo, que recebe taxa de performance.

A Brasil Plural, que é a gestora, explicou por nota que só receberá taxa de performance quando ocorrer amortização de cotas. “Até a presente data, o Brasil Plural não recebeu qualquer valor a título de performance.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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