| De acordo com Valor Econômico, depois da venda de gasoduto no Sudeste (NTS) para um grupo de investidores liderados pela canadense Brookfield, Petrobras (PETR4) estaria analisando a venda da malha equivalente no Nordeste (e eventualmente no Norte), a NTN.Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!
Contudo, estimamos que, por mais que a venda possa ser animadora, o total a arrecadar deveria ser menor do que os 5,2 bilhões de dólares da NTS, pois, apesar de se tratar de 3,1 mil quilômetros apenas no Nordeste (versus 2,5 no Sudeste), o mercado consumidor corresponde somente a 26 por cento do total nacional, sendo que o Sudeste é 60 por cento.
Adicionalmente, o CADE autorizou sem ressalvas a venda de 66 por cento de Carcará para Statoil e o CEO desta última confirmou à imprensa que aumentar investimentos no Brasil é prioritário. Ou seja, poderia ser razoael ver mais parcerias ou vendas de ativos entre ambas estatais.
Finalmente, a estatal mexicana Pemex, que acreditamos deveria ser usada como referência para a brasileira (devido ao bem-sucedido turnaround em que se encontra nos últimos anos) confirmou que está cortando significativamente o capex em 2017. Portanto, por consistência, considerando o balanço explosivo da brasileira, a dúvida é quanto será cortado aqui.
Consideramos ótima a notícia que Petrobras continue focando na venda de ativos não core (como a malha de gasodutos), mas nos preocupa que continue com a de core (como Carcará) com o intuito de reduzir investimentos, pois diminui o próprio potencial de longo prazo e mostra a falta de foco e de um plano de reestruturação.
Mais do que a conclusão do ambicioso plano de desinvestimento, agora a grande ameaça é a concretização de contingências grandes como a penalidade do processo coletivo nos EUA e do acordo de leniência de SBM Offshore. Por esses riscos é que, apesar do potencial de alta no curto prazo, continuamos céticos no longo prazo. |
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