Naquele pais distante varonil existem mais de 300 Fundos de Pensão, com recursos de aproximadamente R$ 730 bilhões para minorar a aposentadoria miserável de cerca dos 700 mil beneficiários, entre titulares e dependentes.
Como a Previdência Social “não consegue” (devido a vazamentos por atuação de mãos bobas) atualizar os salários dos trabalhadores que se aposentam, com o aval do governo foram criados os Fundos de Pensão para garantir ao contribuinte uma renda mais dignamente próxima ao salário real mínimo de dignidade quando ele atingir o momento da aposentadoria. Um dos primeiros casos de desvio de recursos ocorreu no Fundo de Pensão dos Ferroviários.
Dirigentes que estavam envolvidos, logo depois entraram na política através do partido da base e conquistaram o almejado foro privilegiado. Vários outros políticos e seus cúmplices “descobriram” que devido ao pouco controle e fiscalização pífia, era mais fácil e produtivo assaltar um Fundo de Pensão do que um banco. No banco, quando o alarme dispara o ladrão pode ser preso na esquina, enquanto que no Fundo de Pensão, além de não ter alarme, o roubo leva meses ou anos para ser descoberto e nunca para obrigar o seu ressarcimento e multa pelo pecado.
Assim, os dirigentes dessas entidades, a maioria indicados pelo poder temporal, elabora artifícios em aplicações de recursos no pais ou no exterior, sempre lesivas aos fundos. No governo que já se foi tarde, eles operaram nos Fundos de Pensão de quase todas as empresas e bancos estatais, inclusive fundos privados.
O caso estatal mais evidente foi o Postalis, dos Correios, com 1.3 milhões de contribuintes, onde a “turma” tinha representantes de investimentos em Nova York e chegou a desviar milhares de dólares para a conta do parente de um diretor do Fundo. O gigantesco desvio de recursos foi “salomonicamente” solucionado pelo poder temporal ao mandar dividir o prejuízo entre a empresa e os trabalhadores que se aposentam, pois ainda assim continuam a pagar por conta do que foi desviado.
Agora, graças aos procuradores do MP, a Polícia Federal tem caçado esses “santos do pau oco” que eram protegidos pelo governo temporal e que cometeram esses crimes contra os contribuintes que esperavam por uma aposentadoria mais tranquila proporcionada pela poupança e produto do seu trabalho de muitas décadas.
No fundo da FUNCEF, a PF prendeu diretores e ex-presidentes e bloqueou R$ 8 BI em bens dos “santos”. Recentemente, o marido de uma digníssima loura foi preso por ter se apossado de comissões cobradas aos servidores públicos que fizeram empréstimos bancários. O marido dessa senhora já foi libertado pela pronta intervenção de presidente do Senado, ou seja, a esperança do cidadão de bem é tão somente a continuidade da operação Lava-Jato, desde ontem até sempre.

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