Como nos Correios, os funcionários da Petrobras arcarão com o rombo nos fundos de pensão
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A CPI dos Fundos de Pensão encontrou R$ 64,62 bilhões problemáticos juntos aos quatro maiores do país (Previ, Petros, Funcef e Postalis). Desse total, R$ 58 bilhões faziam referência ao rombo acumulado até 2015, e o restante era o resultado da soma de fraudes em aplicações financeiras.
Agora, o Petros fechou a conta: os três planos administrados pela Petrobras fecharam 2015 com déficit somado de R$ 23,1 bilhões. Só o PPSP, o maior e mais antigo deles, está R$ 22,6 bilhões no vermelho. É como se cada um dos 76 mil participantes tivesse até o ano passado acumulado prejuízo próximo dos R$ 300 mil.
Tanta grana foi perdida pelos fundos de pensão graças ao aparelhamento político por partidos como PMDB e PT. Nestor Cerveró chegou a entregar que o peemedebista Edison Lobão, então ministro de Minas e Energia do governo Lula, ordenou que o Petros fosse utilizado para socorrer o BVA. Tempos depois, o banco iria à falência, legando o prejuízo aos funcionários da Petrobras.
Recentemente, a auditoria Ernst & Young apontou graves falhas na análise de ao menos 70 investimentos em dívidas de empresas privadas. E parte significativa dizia respeito justamente a operações coordenadas pelo caso delatado à Lava Jato por Cerveró.
Agora, os participantes ainda na ativa terão de pagar ao Petros taxa extra na reposição das perdas. Quanto aos aposentados, virá um pesado desconto nos benefícios. Essa realidade já é enfrentada pelos funcionários dos Correios, que passarão 23 anos quitando a farra que o petismo fez no Postalis.

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