A Invepar registrou um prejuízo líquido de R$ 299,5 milhões no segundo trimestre de 2016, montante que representa um crescimento de 41,4% em relação ao prejuízo de R$ 211,8 milhões contabilizado no mesmo intervalo de 2015.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Em comunicado, a empresa afirma que o resultado do trimestre foi impactado pelo aumento das despesas devido à correção monetária e amortização da outorga fixa de GRU, assim como pela maior depreciação em função do Terminal 3 em GRU Airport.
“Vale destacar também as despesas provenientes de financiamentos contratados para fazer face aos investimentos que ampliarão a capacidade de rodovias e do sistema de mobilidade urbana do Rio de Janeiro, trazendo ainda mais benefícios à população”, diz a companhia no comunicado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Invepar entre abril e junho de 2016 somou R$ 384 milhões, uma alta de 2,8% ante os R$ 373,6 milhões verificados há um ano. A margem Ebitda ajustada ficou em 45,7% no segundo trimestre de 2016, uma queda de 4,7 pontos porcentuais (p.p.) na base anual – os ajustes desconsideram os impactos do IFRS em relação à receita e ao custo de construção e à provisão para manutenção.
A receita líquida ajustada avançou 13,4% em um ano, totalizando R$ 839,8 milhões. A Invepar destaca o crescimento de 52% na receita de rodovias entre os trimestres, totalizando R$ 216,4 milhões, e da alta de 20,9% na receita de mobilidade urbana, para R$ 228,7 milhões.
O resultado financeiro da Invepar no segundo trimestre de 2015 ficou negativo em R$ 597,2 milhões, um aumento de 29,8% em comparação com o resultado financeiro também negativo de R$ 460 milhões contabilizado no mesmo período do ano passado.
A companhia afirma que a variação ocorreu devido aos impactos não caixa da outorga fixa em GRU Airport e pelo maior endividamento do grupo, o qual inclui a debênture da Invepar, emitida em novembro de 2015.
O grupo Invepar encerrou o mês de junho de 2016 com uma dívida líquida de R$ 9,557 bilhões, montante 11,4% superior à dívida líquida de R$ 8,583 bilhões verificada há um ano. Os investimentos realizados nos primeiros seis meses do ano totalizaram R$ 373,9 milhões, sendo R$ 216,4 milhões em rodovias, R$ 84,7 milhões em mobilidade urbana, R$ 72,6 milhões em aeroportos e R$ 300 mil na holding.