Agosto chega daqui a alguns dias e provavelmente em meados do mês estarão sendo votados na Câmara o PLP 268 e seu substitutivo, este último elaborado pelo deputado Marcus Pestana (PSDB-MG) e que no entender da Abrapp aprimorou em diversos pontos o projeto que veio do Senado. “O relator na Câmara acolheu quase todas as nossas sugestões, mostrando-se sensível aos argumentos técnicos que lhe apresentamos, como a CPI já havia em grande parte feito, algo que motiva e encoraja a todos que vêem momentos como esse na perspectiva de uma oportunidade para fazer evoluir ainda mais as práticas da governança”, observa o Presidente da Abrapp, José Ribeiro Pena Neto.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!É verdade, há ainda pontos que precisam ser melhor equacionados, tanto no PLP 268, que veio do Senado, quanto no substitutivo da Câmara. Exemplo disso é a fixação para a diretoria das entidades de um mandato de 2 anos, algo claramente insuficiente considerando a natureza dos fundos de pensão, entidades que vivem naturalmente ciclos de longa duração. Tempo tão curto poderia ensejar estratégias e metas a serem alcançadas no curto prazo, descasadas com a natureza de longo prazo de nossos planos. Tampouco estamos de acordo com a exigência de que a formação superior requerida dos diretores seja em áreas específicas, uma vez que isso traria, no nosso entendimento, injustificada exclusão de graduados em outras especialidades igualmente importantes.
Além disso a composição do Comitê de Investimentos proposta no substitutivo engessa a possibilidade de que outros técnicos integrem aquele colegiado. O mais adequado seria permitir que cada entidade, respeitada a composição mínima, estendesse a um número maior de pessoas a responsabilidade de analisar as operações de investimentos.
Para José Ribeiro é fundamental também evitar restringir a liberdade das entidades em um terreno tão importante e delicado como é o da governança, onde as escolhas devem refletir o ambiente e a cultura das organizações. Pontos como eleição de diretores devem ser deixados à decisão de cada EFPC, desde que respeitada a necessária qualificação técnica dos candidatos.
“No geral, a Abrapp e a Anapar convergem em vários pontos, não obstante, questões como paridade na Diretoria, voto de minerva e rodízio na presidência consistirem em alguns dos poucos aspectos a respeito do qual nos vimos em desacordo”, comentou José Ribeiro.
Aliás, a Anapar promoverá na próxima quarta-feira, dia 3, com a participação da Abrapp e de mais de uma dezena de outras entidades representativas do segmento, um seminário destinado a aprofundar o debate sobre o PLP e o substitutivo. O evento terá lugar do auditório Freitas Nobre, no subsolo do Anexo IV da Câmara dos Deputados, das 9h às 13h. A Abrapp vê em sua realização a possibilidade de ampliar o debate, algo sempre desejável.
Quadro geral – Para melhor contextualizar o momento, onde se cruzam diferentes iniciativas, e favorecer o entendimento de qual tem sido a contribuição da Abrapp ao conjunto desse debate, o advogado e consultor Luiz Fernando Brum, que acompanha os projetos de lei junto ao Parlamento, destaca: “Após aprovação no Senado Federal, o PLS nº 78, de 2015, de autoria do Senador Valdir Raupp, que propõe diversas alterações na Lei Complementar nº 108/2001, foi encaminhado à Câmara de Deputados, onde passou a ser identificado como PLP 268-2016, no qual foram apensados os PLPs 50-2011, 193-2015, 255-2016, 266-2016 e 274-2016.
Tendo em vista que, na avaliação da Abrapp, vários pontos do PLP 268-2016 contém retrocessos para o nosso segmento, inclusive onerando os custos administrativos das entidades sujeitas à LC 108/2001, a Associação intensificou o seu trabalho, na Câmara dos Deputados, visando promover os necessários ajustes naquele projeto.
http://diario.abrapp.org.br/Paginas/Detalhes.aspx?nId=39390
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