Nova licitação para UPGN do Comperj

Petrobras volta ao mercado para contratar obra deixada pela QGIT; Ibama aprovou licença para o Rota 3

[22.07.2016] 20h34m / Por Felipe Maciel

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A Petrobras vai lançar em breve um rebid para a Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) do Comperj, informou nesta sexta-feira (22/7) o diretor de Desenvolvimento da Produção da empresa, Roberto Moro, em teleconferência com jornalistas. O Conselho de Administração da petroleira aprovou hoje a reavaliação do projeto da refinaria.

As obras das UPGNs do Comperj foram interrompidos pelo consórcio QGIT (Queiroz Galvão, Iesa Óleo & Gás e Tecna Brasil) em setembro de 2015. A unidade é fundamental para escoar o gás natural produzido pelas as áreas da cessão onerosa, que devem começar a produzir com o FPSO P-74, previsto no atual plano de negócios para 2017.

O Comperj receberá gás a partir do gasoduto Rota 3, que vai interligar o campo de Búzios e outros ativos na Bacia de Santos. No complexo, o gás será processado e entregue em Guapimirim por um gasoduto de 11 km a ser construído. Este é outro gargalo para o projeto. A EPE precisa relicitar o gasoduto Guapimirim-Comperj, que terá 11 km de extensão, interligará as UPGNs do Comperj à estação de entrega de Guapimirim, conectada ao Gasduc III.

O movimento da empresa ocorre após o destravamento do licenciamento ambiental do gasoduto Rota 3. O Ibama emitiu no último dia 15 a licença para instalação do trecho profundo para o ramal, processo que se arrastava desde 2011 no órgão ambiental. A licença é válida até julho de 2018. A decisão do Ibama pode, inclusive, destravar a licitação do gasoduto Guapimirim-Comperj.

Roberto Moro informou ainda que a Petrobras já lançou um rebid para a contratação da unidade de abatimento de emissões (SNOx) da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), conformeantecipou a Brasil Energia Petróleo. Na última concorrência, a Qualiman apresentou o menor preço para a conclusão da obra, mas a diretoria de Desenvolvimento da Produção da petroleira chegou à conclusão de que os preços ainda estavam altos.

A SNOx fazia parte das condicionantes para o licenciamento ambiental do projeto. A primeira licença ambiental emitida pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) de Pernambuco para a refinaria saiu em outubro de 2014, quando foi autorizada a produção de 74 mil b/d. Novos estudos realizados ao longo de 2015 apontaram que era possível aumentar a produção sem comprometer a qualidade do ar na área, desde que feito o balanço da massa de enxofre no refino do petróleo e a troca do combustível em suas caldeiras.

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