CNI quer incentivo a crédito privado em obras de infraestrutura

Valor Econômico

O incentivo à participação das seguradoras e fundos de pensão no financiamento de projetos de infraestrutura é a alternativa mais sustentável para a manutenção dos investimentos no longo prazo. Viabilizar esse plano, no entanto, depende da construção de um arcabouço de políticas que convença as seguradoras e os investidores institucionais a entrar nesse tipo de negócio.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

O diagnóstico faz parte do estudo “Financiamento do Investimento em Infraestrutura no Brasil: Uma Agenda Para Sua Expansão Sustentada”, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com o estudo, somente a entrada dos bancos privados no financiamento das obras será capaz de tirar do papel o volume de investimento que o país precisa.

Os bancos, entretanto, não se sentem seguros a emprestar tanto dinheiro em um cenário em que as obras atrasam e, muitas vezes, nem saem do papel. O período de construção, que é quando os projetos exigem grandes desembolsos e ainda não estão gerando receita, é o mais crítico. É aí que deveriam entrar as seguradoras, garantindo reembolso em caso de atraso na construção.

“Parte do problema diz respeito à fragilidade do mercado de seguro-garantia e às dificuldades dos bancos privados em concederem financiamento de longo prazo, principalmente na ausência de um mercado de seguros robusto”, afirma o estudo, assinado pelos economistas Claudio Frischtak e Júlia Noronha.

Mudar esse quadro, segundo eles, exigiria uma agenda de medidas que pode ser comparada à uma reforma do Estado. Tal reforma estabeleceria as bases de um novo regime de financiamento do setor privado por meio da redução da taxa de juros em bases sustentáveis e da consequente disponibilidade maior de dinheiro para financiar os investimentos em infraestrutura.

Nesse cenário, torna-se fundamental o maior incentivo à emissão de títulos privados, como as já conhecidas debêntures de infraestrutura. O estudo alerta, no entanto, para a importância de que os estímulos tributários a esse tipo de papel levem em conta o prazo de vencimento e não o tempo em que um determinado investidor fica com ele. Dessa forma, haveria mais incentivo ao mercado secundário.

Outra sugestão do estudo é a flexibilização dos limites de alocação de investidores institucionais nos títulos privados de longo prazo, desde que os papéis tenham boa avaliação de risco.

http://www.mgcomunicacao.com/?p=42370

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading