Produção paralisada no offshore nordestino


Plataforma da Petrobras no Sergipe ( Agência Petrobras )

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A Petrobras resolveu oficializar a situação de paralisia de uma série de unidades de produção em águas rasas no offshore nordestino. A petroleira recebeu da ANP aval para paralisação de 15 plataformas na região e aguarda agora autorização para suspender a produção de outras nove. Das 15 plataformas autorizadas pela ANP a parar de produzir, dez já não produziam, em média, há 15 meses. Apenas três produziram no mês de abril, último dado disponibilizado pela ANP.

A petroleira foi autorizada a paralisar a produção por 12 meses em unidades nos campos de Agulha, Ubarana, Arabaiana e Dentão, na Bacia Potiguar, Camorim e Guaricema, na Bacia de Sergipe, e Xaréu, na Bacia do Ceará. Até 31 de agosto deverá ser apresentado um planejamento para a desativação da plataforma POUB-2, instalada no campo de Oeste de Ubarana.

A petroleira também precisa apresentar até o fim do próximo mês estudos que suportem o pedido de paralisação de mais nove unidades de produção, instaladas nos campos de Dourado, Camorim, Garoupa, Caoiba e Salgo, todas na Bacia de Sergipe.

A decisão da Petrobras de suspender a produção das plataformas foi tomada por conta da baixa economicidade dos projetos. Uma reportagem realizada pela Brasil Energia Petróleo em janeiro de 2013 mostrou que o campo de Ubarana, na Bacia Potiguar, gerou uma receita de R$ 144 milhões em 2011 com a produção média de 2.096 b/d. Mesmo assim, naquele ano o campo registrou um prejuízo de R$ 7,5 milhões, com um barril cotado, em média, a US$ 100. No último ano, Ubarana produziu 1900 b/d, com o barril do petróleo cotado, em média, a US$ 53.

Uma parte dos campos em que a Petrobras está paralisando unidades de produção está no projeto de desinvestimento da empresa, que pretende levantar US$ 15 bilhões até o final deste ano. No começo do mês, a petroleira anunciou que lançará uma concorrência para a venda de seus campos em águas rasas no Nordeste. A empresa agrupou em dois lotes os ativos nas bacias de Sergipe e Ceará, que, juntos, produzem atualmente 7 mil b/d, de acordo com dados da ANP.

No Polo Sergipe, a Petrobras está vendendo os campos de Caoiba, Camorim, Dourado, Guaricema e Tatuí. Dourado e Tatuí, de acordo com dados da ANP, não estão produzindo. Os demais campos no estado produziram cerca de 1500 b/d a partir de 27 poços interligados a nove unidades de produção, todas fixas, sendo três em cada campo produtor.

No Polo Ceará, os campos de Curimã, Espada, Atum e Xaréu produziram 5,4 mil b/d em abril. As quatro áreas possuem atualmente 33 poços produtores interligados a nove plataformas, sendo três nos campos de Atum e Xaréu, duas em Curimã e uma no campo de Espada .

A ANP está de olho no desinvestimento que está sendo feito na região. A agência determinou que a Petrobra terá que retomar a produção ou devolver as áreas daqui a 12 meses, se não conseguir vender os campos.

“Caso não tenha sucesso um possível processo de cessão de direitos, no dia útil seguinte ao final da paralisação deverá ser retomada a produção de cada campo, atualizados e apresentados os respectivos Programas Anuais de Produção e de Trabalho e Orçamento, discriminando a curva de produção e as atividades e investimentos que serão implementados nos Campos. Não sendo viabilizada a cessão de direitos ou constatada a inviabilidade econômica do retorno da produção, deverá o concessionário dar início ao processo de terminação antecipada dos contratos”, diz a decisão da ANP.

A Petrobras também decidiu parar temporariamente a produção dos campos terrestres Aguilhada, Angelim, Aruari, Atalaia Sul, Brejo Grande, Fazenda Matinha, Fazenda Santa Rosa, Ilha Pequena, Pedrinhas, Quererá, Rio da Serra, Rio Pojuca e Rio São Mateus Oeste

http://brasilenergiaog.editorabrasilenergia.com/daily/bog-online/ep/2016/07/producao-parando-no-offshore-nordestino-470581.html

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