André Motta para a presidência do Postalis. Um estranho caso de meritocracia às avessas

A indicação de André Motta para a presidência do Postalis – por obra e graça do PSD, de Gilberto Kassab – é um estranho caso de meritocracia às avessas.

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Na condição de diretor de investimentos do fundo de pensão, cargo que ocupou até março deste ano, Motta esteve à frente de algumas das mais desastrosas – para se dizer o mínimo – operações financeiras da entidade.

É o que mostra um relatório interno que circula entre os integrantes do Conselho do Postalis, ao qual o RR teve acesso. Motta é apontado como responsável pela aplicação de mais de R$ 40 milhões nas debêntures emitidas pela M.R.T. Comércio Varejista de Artigos de Vestuário, de propriedade da família Magalhães Pinto.

O Postalis foi o único investidor a subscrever os papéis lançados em novembro de 2014. A debênture apresentaria atraso no pagamento de juros. Motta, segundo o relatório, foi também quem levou ao Postalis o “investimento suspeito” de R$ 68 milhões na Galileo , grupo que comprou e quebrou a Universidade Gama Filho, no Rio.

Procurado, o Postalis informa que a associação com o Galileo ocorreu antes da posse de Motta na diretoria. No caso das debêntures da M.R.T, o fundo afirma que a operação cumpriu os ritos de governança e o papel está sendo honrado. Na última quinta-feira, o Conselho Fiscal do Postalis recomendou a anulação temporária da nomeação de André Motta para a presidência.

Além da relação com nebulosos investimentos que ajudaram a afundar a entidade, submersa num déficit de quase R$ 6 bilhões, o currículo de Motta carrega outras estranhezas.

De acordo com o documento em poder dos conselheiros, o executivo recebeu uma indenização indevida de R$ 568.800,00 ao deixar a diretoria de investimentos. O Postalis confirma o pagamento, “a título de quarentena, conforme previsto na Lei Complementar 108. Da mesma forma, o Conselho Fiscal apura indícios de irregularidades no acordo com a corretora All Star para a contratação do seguro de vida dos participantes do Postalis. O fundo informa que a relação com a corretora “advém de gestões anteriores e antecede em muitos anos a chegada do ex-diretor André Motta.”

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