FIDEF, entidade em que atuam os mesmos de sempre, defendendo a mesma coisa de sempre.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A Petros não tem os dois diretores que representariam os participantes por via de eleição, pois foram, até aqui, indicados pelo grupo político ligado ao poder (primeiro o Lyra com o Maurício, depois o Newton com o Maurício e agora o Fernando com o Danilo). De qualquer forma não deixaram nunca de ser representantes dos participantes (ainda que não nossos). O que fizeram eles?
Tivemos o CD da Petros paritário até que o autor desse alerta abaixo, conseguiu, com sua ganância em buscar apoio para se tornar diretor, perder um dos postos do conselho para o pcc. No Conselho Fiscal ainda continuamos elegendo os dois conselheiros. E qual foi o resultado disso?
O resultado é estarmos com um absurdo déficit que ultrapassa os R$ 20 bilhões, com conselheiros que se escusam em discutir o assunto às claras e se escondem em evasivas.
Vocês leram abaixo a carta do FIDEF? Viram o seu item 3? Pois é, o autor da mensagem abaixo, junto com o seu atual titular no Conselho Fiscal, estiverem na CPI da Petrobrás e defenderam o investimento em Sete Brasil, com o argumento absurdo: investimentos em desenvolvimento de tecnologia nacional. Isso é de fato uma maravilha, mas deve ser obrigação, no investimento, do poder central e não de uma fundação previdenciária que tem obrigação de pagar benefícios e portanto compromissos fixos e inadiáveis. Ou seja, tudo uma escrachada mentira, pois já era notório, com as delações premiadas que pipocavam na Operação Lava Jato, que a Sete Brasil era um antro criminoso, um verdadeiro buraco negro, formatado única e especificamente para roubar e jamais para desenvolver tecnologia nacional e os dois conselheiros discursando na CPI sem conhecer nada do assunto.
Descaradamente, o FIDEF, usa o, finalmente definido como péssimo investimento e à beira do colapso total, como argumento para defender a independência da gestão.
A CPI dos fundos de pensão nunca teve qualquer participação das nossas entidades, exceção da Ambep e do Gdpape, tampouco qualquer conselheiro (exceção do Sinedino, convocado a dar depoimento) lá apareceu para defender a nossa fundação. Somente Raul, eu e o Velocino, fizemos o trabalho junto aos deputados.
O buraco é muito mais embaixo e não deve ser defendido dessa forma. Há milhares de empresas abertas e muito bem governadas de forma independente. São poucas as empresas familiares que ainda sobrevivem no mercado.
A Petrobrás foi assaltada com a ajuda (E MUITA, E IMENSA, E ABSURDA) de diretores e empregados que faziam parte há muito do seu quadro interno.
Não sei se alguns ainda se lembram, durante o desgoverno Collor, foi designado para Presidente da Petrobrás, um advogado, Luís Octavio Carvalho da Motta Veiga, lá posto com o firme propósito de privatizá-la. Em muito pouco tempo de presidência, conheceu seu corpo técnico e viu que aquilo que se falava da empresa não era verdade e ao defende-la, como se fora um petroleiro das antigas, acabou sendo saído.
A questão não é ser ou não ser participante, mas ter ou não ter caráter, honestidade de princípios, humildade para reconhecer erros e capacidade, muita capacidade e conhecimento técnico. Nós estamos nessa situação porque nossos conselheiros, preferiram se preocupar com suas eleições e não com a defesa do nosso patrimônio e quando colocados frente a frente com a denúncia de investimentos temerários que, junto com diretores traidores oriundos também dos participantes, apoiaram e alavancaram os seus erros e não assumiram a correção que deveria ser feita.
É necessário sim muito cuidado, pois nem tudo que parece, é. Neste caso presente, não há qualquer dúvida que o FIDEF não tem apoio algum para falar em nome dos participantes. Se conseguirmos ao menos cortar a indicação política das fundações já será um ganho enorme.
A choradeira existe porque estão preocupados em perder suas boquinhas eternas.
Sérgio Salgado
Você precisa fazer login para comentar.