Polícia do Rio indicia 6 suspeitos de fraude em licitação da Petrobras

A Polícia Civil indiciou seis pessoas suspeitas de envolvimento na fraude de uma licitação da Petrobras. O esquema foi descoberto durante um processo de licitação aberto em 2014 para implantação de sistemas de telecomunicações na Petrobrás. O contrato tinha valor de R$ 10 milhões.

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A primeira colocada foi desclassificada porque não atendia uma exigência técnica. Com isso, o contrato seria fechado com a segunda colocada — a ISDN Consultoria e Empreendimentos e Telecomunicações.
Mas funcionários da Petrobras que analisam documentos de licitações desconfiaram das informações fornecidas pela ISDN e a companhia decidiu abrir uma investigação interna.
O motivo da suspeita foi uma planilha de custo. Em vários campos, os valores lançados pela ISDN Consultoria ficavam sempre 37,73% abaixo da estimativa de preços da Petrobras.
A comissão interna descobriu que a empresa de consultoria teve acesso a informações secretas da companhia com a ajuda de um integrante da comissão de licitação e o processo acabou sendo cancelado. Seis indiciados
A polícia civil foi avisada sobre a fraude e também investigou os envolvidos. A delegada responsável pelo inquérito decidiu indiciar seis pessoas pelo crime de fraude em licitação.
São eles: Alexandre Ferreira Monteiro, engenheiro de telecomunicações, servidor efetivo da petrobras, membro da comissão de licitação, Eduardo Pompeo da Silva Mineiro, engenheiro de telecomunicações – servidor efetivo da Petrobras, Carlos Antunes de Carvalho Neto, dono da ISDN, Carlos Eduardo Silva de Araújo, funcionário da ISDN, Carlos Ribeiro Peres, que trabalhou como funcionário contratado da Petrobrás e Carlos Alberto do Nascimento, que prestava serviços de consultoria à companhia.
Na delegacia, todos negaram participação na fraude da licitação. Mas antes do inquérito policial, o dono da ISDN confessou na comissão interna da Petrobrás que houve fraude.
Carlos Antunes disse que o funcionário terceirizado Carlos Peres ofereceu uma planilha de preços da Petrobras. Em troca, Peres receberia 2% do faturamento mensal do contrato, caso a ISDN ganhasse a licitação.
Para a polícia, os documentos obtidos na investigação comprovam o envolvimento dos seis indiciados. “Independente do prejuízo ter sido evitado, todos os seis vão responder pelos crimes do artigo 90 com pena de dois a quatro anos artigo noventa da lei de licitações, fraude em licitações”, disse a delegada Renata Araújo dos Santos.
Carlos Alberto do Nascimento, Eduardo da Silva Mineiro e Carlos Eduardo Silva de Araújo negaram envolvimento nas fraudes. Carlos Antunes de Carvalho Neto e Carlos Peres não se posicionaram. Alexandre Ferreira Monteiro não foi encontrado.

A Petrobras informou que cancelou a licitação e avisou a polícia sobre o resultado da investigação interna.
http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/05/policia-do-rio-indicia-6-suspeitos-de-fraude-em-licitacao-da-petrobras.html

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