Perdas com Sete Brasil chegam a R$ 14 bilhões

As perdas estimadas com a Sete Brasil por bancos, fundos de investimentos e fundações já beiram os R$ 14 bilhões, após o fim da temporada de balanços do primeiro trimestre deste ano.

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

O valor é pouco maior do que a metade do que foi comprometido com a empresa, que iria construir 28 sondas para a Petrobras usar no pré-sal. Entre aportes de capital e dívidas, a Sete recebeu R$ 27 bilhões, na sua constituição.

Caso nada seja recuperado, o estrago direto no sistema de financiamento considerando o valor original dos empréstimo e o capital em ações será de R$ 22 bilhões. O montante desconta a cobertura de 30% pelo Fundo Garantidor da Construção Naval (FGCN) para as dívidas – o desembolso do fundo soma R$ 4 bilhões, até agora.

A Sete Brasil, que registrou pedido de recuperação judicial em 29 de abril, acumula R$ 18,5 bilhões em dívidas com Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, Caixa Econômica Federal, FI-FGTS e Standard Chartered.

Os créditos bancários foram concedidos na expectativa de que funcionassem como ponte até o financiamento definitivo do BNDES. Mas o banco de fomento desistiu e levou o projeto ao colapso.

A situação se agravou com a dificuldade em renegociar os contratos para as sondas com a Petrobras – criadora da Sete, para evitar o investimento direto de US$ 26,4 bilhões nas sondas.

A maioria das provisões para a Sete Brasil foi feita pelos bancos no primeiro trimestre deste ano – dez meses após a holding passar a depender de dispensas de vencimento. As dívidas originalmente venceram em maio de 2015. Desde então, os bancos concederam cinco extensões de prazo – “standstill”, no jargão financeiro.

Predominou nos bancos a classificação da Sete como risco “G”, que leva à provisão de 70% do saldo devedor (valor do empréstimo, mais os juros, descontada cobertura já paga pelo FGCN).

O BB, que forneceu o equivalente a US$ 1,2 bilhão, tem R$ 2,9 bilhões provisionados – mais da metade dos R$ 5 bilhões das provisões da categoria “G”, sendo R$ 2 bilhões lançados no balanço divulgado ontem.

O FI-FGTS ainda não divulgou o balanço de 2015. Espera-se um ajuste negativo superior a R$ 1 bilhão com a Sete Brasil – a holding ainda equivalia a quase 9% da carteira aplicada do fundo em 2015.

A holding recebeu R$ 8,4 bilhões em aportes dos acionistas: BTG Pactual, Bradesco, Santander, as fundações Funcef, Petros, Previ e Valia, a própria Petrobras e fundos estrangeiros.

Os acionistas baixaram todo o valor do capital aplicado na Sete no balanço de 2015. No BTG Pactual, entre o banco e o fundo de infraestrutura, o impacto foi de R$ 2,2 bilhões. Na Funcef, o ajuste foi de R$ 1,7 bilhão – baixa equivalente deve trazer a Petros, cujo balanço de 2015 está atrasado.

Foram necessárias cinco tentativas para que a recuperação judicial fosse aprovada pelos acionistas. A primeira foi em janeiro, quando o FGCN ainda começava o pagamento das coberturas. Além da fundação Petros, Previ, Santander e Bradesco foram contra a recuperação judicial até março.

http://www.valor.com.br//financas/4561015/perdas-com-sete-brasil-chegam-r-14-bilhoes

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.


Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.

Descubra mais sobre Intelligentsia Discrepantes

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading