A Petrobrás anunciou nesta quarta-feira, 12, um prejuízo líquido de R$ 1,246 bilhão no 1º trimestre. O resultado representa uma queda de 97% em relação às perdas do fim do ano passado, que atingiram R$ 36,9 bilhões, mas uma reversão do lucro atingido no 1º trimestre de 2015 (de R$ 5,3 bilhões) e também o terceiro prejuízo trimestral consecutivo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!De acordo com a estatal, o prejuízo foi determinado pelo aumento de despesas com juros e variações monetárias e cambiais, que consumiram R$ 9,5 bilhões. A Petrobrás também aponta que houve redução de 7% em sua produção de petróleo e gás natural, incluindo Brasil e exterior, combinada com uma queda de 8% na venda de combustíveis no mercado interno.
De acordo com a Petrobras, “contribuíram para o resultado o maior efeito da variação cambial, a maior reclassificação de headge accounting e o acréscimo nas despesas com juros, refletindo o maior endividamento e o efeito da depreciação do real frente ao dólar”. Houve também custos mais altos com depreciação e ociosidade de equipamentos, principalmente de sondas.
Apesar da queda de produção e vendas, a estatal conseguiu alívio com as maiores margens de diesel e gasolina, além do maior volume de exportações de petróleo e derivados (14%).
A estatal divulgou ainda que a dívida total atingia R$ 450 bilhões ao final do 1º trimestre de 2016, uma redução de 9% em relação ao fim de 2015. Apesar deste recuo, a Petrobrás prosseguiu seu esforço em vender ativos e reduzir investimentos para conter o alto endividamento. O balanço mostra que os investimento no período somaram R$ 15,6 bilhões, uma queda de 13% ante o mesmo período do ano passado – o segmento de Exploração e Produção concentrou 88% dos recursos.
A receita líquida acumulada de janeiro a março deste ano somou R$ 70,337 bilhões, o que representa um recuo de 5% frente aos R$ 74,353 bilhões do primeiro trimestre de 2015 e de 17% ante os R$ 85,103 bilhões do quarto trimestre do ano passado.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, uma medida de geração de caixa da companhia) ajustado da estatal foi de R$ 21,091 bilhões, quase 2% abaixo do recorde de R$ 21,518 bilhões verificado nos três primeiros meses do ano anterior, mas 24% acima dos R$ 17,064 bilhões do último trimestre de 2015.
Petrobrás tem prejuízo pela 3ª vez seguida – Economia – Estadão
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