Para o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, a sua administração vem obtendo vitórias, “mesmo diante do ceticismo de alguns”. Em comunicado distribuído aos funcionários na última quarta-feira, 30, obtido pelo Broadcast, serviço de informação da Agência Estado, Bendine convocou os funcionários a “ir em frente” na construção da nova Petrobras, que há um ano começou a construir, em um processo de venda de ativos, demissões e retração de presença no mercado interno.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A carta de Bendine precedeu um extenso material divulgado na intranet, no qual os funcionários são informados das mudanças na estrutura interna que serão implementadas desta semana até setembro. O teor do comunicado é de engajamento, uma tentativa da direção da empresa de convencer os empregado de que os cortes no pagamento de bonificação com a redução de 44% do número de cargos gerenciais é necessário para preparar a companhia para o atual cenário da indústria petroleira. Segundo o executivo, a Petrobras precisa de “agilidade para se adequar a um novo patamar de preços”.
O funcionários também foram informados dos prazos em que as transformações ocorrerão e do desenho das 14 novas gerências executiva vão direcionar o dia a dia da empresa daqui para frente. Na Petrobras, o gerente executivo é o cargo mais importante depois da diretoria. Abaixo dele, na chefia, ainda haverá a figura do gerente e do gerente setorial. Também foram criados seis comitês técnicos estatutários para “emitir recomendações sobre os temas que serão deliberados pelos diretores”.
A ideia é evitar episódios como o da compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, o ponta pé para a Operação Lava Jato. Condições desfavoráveis do contrato não foram revelados na reunião do conselho de administração em que foi aprovado o negócio, presidida na época pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff.
“Um gestor que antes tomava decisões individuais passa agora a tomá-las em grupo. Isso trouxe a necessidade de trabalhar os limites individuais das decisões e as responsabilizações”, afirmou o gerente de Organização da Gerência Executiva de Estratégia e Organização, Felipe Dubus, no comunicado interno. Ele diz ainda que a reestruturação interna é o “maior projeto de transformação organizacional da companhia”. E conclui que, ao fim do processo, “teremos uma nova empresa”. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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