Petrobras: provisionar ou não provisionar, eis a questão
A Petrobras pode ter que reconhecer uma nova pedra no meio do caminho no balanço do quarto trimestre, que será divulgado na próxima semana.
O Credit Suisse acredita que a estatal fará uma provisão referente a um revés no processo que corria no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) por conta de uma disputa envolvendo despesas de seu fundo de pensão, o Petros.
O valor: 7,3 bilhões de reais (ou 2 bilhões de dólares). Com isso, aposta o banco, o prejuízo deve chegar aos 2,5 bilhões de dólares só entre outubro e dezembro, levando o resultado no ano para o terreno negativo em 1,5 bilhão de dólares.
Escolher quando ou não fazer uma provisão é uma questão, em grande medida, subjetiva.
Mas não custa lembrar: André Natal, responsável pelas análises da Petrobras, tem alguma ideia de como funcionam as decisões por lá. Chegou ao banco no fim de 2015 depois de mais de uma década na avaliação de projetos dentro da própria estatal.
Além da questão tributária, ele prevê ainda uma baixa contábil de cerca de 1,8 bilhão de dólares pela reavaliação de ativos à luz de previsões do petróleo mais barato no longo prazo.
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Petrobras: Uma nova pedra no meio do caminho
// Radar on-line – Lauro Jardim – VEJA.com

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