Pirilampos da Esperança

IMG_7783

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

 

Hoje é domingo, dia da Ação de Graças, do agradecimento,  do encontro com a esperança…

Apesar do terrível momento de degradação institucional em que vivemos,  povoado por esses criminosos de todas as matizes que têm imperado em nosso meio,  esse cenário de podridão e de iniqüidade,  tenebroso, sufocante e escuro,  é  o ambiente propício onde pode  penetrar  e ser percebido, um inconformado raio de luz, por mais tênue  que seja!

Ao lado da desfaçatez  desses Partidos que se comportam como antros do crime,  desses políticos  que perderam totalmente a noção da correção e da hombridade, desses empresários que usam o seu dinheiro e seu poder  para  corromper as Instituições e as pessoas e desses inocentes, alienados ou cúmplices que dão suporte a esse estado de coisas,  surgem, de repente, pequenos  pontos  de luz, fora e acima da curva,  que começam a nos mostrar que  a escuridão ainda não é absoluta e  pode ser iluminada pela  multiplicação  desses  pequenos pirilampos da esperança!

Já tivemos no País, em governos  e regimes passados,  cenário semelhante de corrupção e de degradação, como o de hoje,  que viscejaram por anos e anos seguidos, sem serem molestados ou ameaçados!   Exatamente porque não  apareceram  nessa escuridão,  pequenos  lampejos de claridade, como temos a felicidade de  estar  vislumbrando agora!

Juiz Sérgio Moro, Procuradores do Ministério Público, Polícia Federal e mais alguns desses vaga-lumes  que têm  jogado sua luz  nessa  escuridão em que vivemos,  são os indicadores de que ainda pode haver esperança  e que o crime não vencerá!

Essa é a razão de nossa Ação de Graças e do nosso agradecimento, no dia de hoje!

Leia o texto abaixo e saiba quem é um desses  pontos da esperança que está vivo diante de nós!

E aí, agradecendo e louvando, temos de continuar fazendo a nossa parte : o juiz Sérgio Moro, no vídeo anexo, expressa essa nossa responsabilidade, com todas as letras. Sem o apoio da sociedade,  ninguém conseguirá  reverter esse quadro de iniqüidade que se instalou por aqui!

Mexa-se!  Faça a sua parte!  Vá para rua no próximo dia 13!   E leve seus amigos e seus parentes!

 O mundo  não anda sozinho!… Nossas ações é que determinam para onde ele vai!…

 

Márcio Dayrell Batitucci


 O Mensageiro da Esperança

 Muitos podem pensar que ele surgiu de repente, num passe de mágica, para ser e se transformar no cavaleiro da esperança do povo brasileiro. Encarnou e se revestiu da moralidade clamada pela população e vai com determinação marcando novos rumos. Na verdade foram anos de preparo, amadurecimento pessoal e jurídico. Acima de tudo a competência que lhe ampara em todas as decisões.

Sérgio Fernando Moro, natural de Maringá, nascido em 1972, filho de Odete Starke Moro e Dalton Áureo Moro, ex-professor de geografia da Universidade Estadual de Maringá, formou-se em direito pela Universidade Estadual de Maringá em 1995, tornando-se juiz federal um ano após, em 1996. Cursou o programa para instrução de advogados da Harvard Law School em 1998 e participou de programas de estudos sobre lavagem de dinheiro promovidos pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. É Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Juiz Federal da 13.ª Vara de Curitiba. Ministra aulas de processo penal na Universidade Federal do Paraná e comanda a operação “Lava Jato”. Casado, tem dois filhos.

Além da Operação Lava Jato, o juiz também conduziu o caso Banestado, que resultou na condenação de 97 pessoas, atuou na Operação Farol da Colina, onde decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro . No caso do Escândalo do Mensalão, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber convocou o juiz Sergio Moro para auxiliá-la, devido sua especialização em crimes financeiros e no combate à lavagem de dinheiro.

Foi indicado pela Associação dos Juízes Federais do Brasil para concorrer a vaga deixada por Joaquim Barbosa no STF. Eleito o “Brasileiro do Ano de 2014” pela Revista “Isto É”. Um dos 100 mais influentes do Brasil em 2014 pela Revista “Época”. Na décima segunda edição do Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo, foi eleito a “Personalidade do Ano” de 2014 por seu trabalho frente às investigações da Lava Jato.

Sugiro àqueles que desejam conhecer os posicionamentos de Sérgio Moro, não de hoje, mas de 11 anos passados, que leiam e releiam na íntegra o seu artigo, em que fala sobre uma das maiores faxinas ocorridas na Europa, intitulado “Considerações sobre a Operação Mani Pulite” (Operação Mãos Limpas), publicado na época, na Revista do Conselho da Justiça Federal. Está tudo lá. Na Operação Mãos Limpas, 6 mil pessoas foram investigadas, três mil mandados de prisão, com 872 empresários, muitos ligados a petroleira italiana e 438 parlamentares enrolados nesta rede, inclusive, com alguns suicídios.

A Operação Mãos Limpas, diz Moro em seu artigo: “A ação judiciária revelou que a vida política e administrativa da Itália, estava mergulhada na corrupção, com pagamento de propina para concessão de todo contrato público, o que levou Milão ser classificada como “cidade da propina”. Igualzinho aqui no Brasil!

A Operação Mãos Limpas, momento extraordinário na história contemporânea do judiciário, iniciou-se em meados de fevereiro de 1992, redesenhando o quadro político, talvez não encontrando paralelo de ação judiciária com efeitos tão incisivos na vida institucional de um país. Em 2004, Sérgio Moro falava em seu artigo: “Encontram-se presentes várias condições institucionais necessárias para a realização de ação semelhante no Brasil”, mas enquanto Sérgio Moro liberava seu escrito, os políticos e seus representantes encomendados, “metiam a mão”, sem dó, no dinheiro brasileiro, transferindo-o para o exterior e para suas contas pessoais, em quantidades incalculáveis.

O Moro de 2004, que é o mesmo de hoje, bem mais aperfeiçoado, em seu artigo afirma, “é ingenuidade pensar que processos criminais eficazes contra figuras poderosas como autoridades governamentais ou empresários, possam ser conduzidos normalmente, sem reações. Um judiciário independente, tanto de pressões externas, como internas, é condição necessária para suportar ações desta espécie. Entretanto, a opinião pública, como ilustra o exemplo italiano, é também essencial para o êxito da ação judicial”.

 “Na Itália uma nova geração dos assim chamados “giudici ragazzini” (jovens juízes), sem qualquer senso de deferência em relação ao poder político, iniciou uma série de investigações sobre a má conduta administrativa e política.”

Acrescenta: “talvez, a lição mais importante de todo episódio seja a de que a ação judicial contra a corrupção se mostra eficaz com o apoio da democracia. É esta quem define os limites e as possibilidades da ação judicial. Enquanto ela contar com o apoio da opinião pública, tem condições de avançar e apresentar bons resultados”.

Embora estejamos em momento triste, dolorido, com desemprego avançando em números jamais vistos, é muito positivo sentir que o Ministério Público, Polícia Federal, Imprensa, todos vivem o momento da verdade. Concluo com três frases significativas de compromisso.

A primeira, do ministro Celso de Mello: “É preciso esmagar, sim. É preciso destruir, esmagar com todo o peso da lei, respeitada sempre a garantia constitucional do devido processo, esses agentes criminosos que atentaram contra as leis penais da República e contra o sentimento de moralidade e de decência do povo brasileiro”.

A segunda, da ministra Carmem Lúcia: “Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a justiça”.

Por último, do juiz Sérgio Moro: “O político corrupto, por exemplo, tem vantagens competitivas no mercado político em relação ao honesto, por poder contar com recursos que este não tem. O corrupto costuma enxergar o seu comportamento como um padrão e não a exceção. A corrupção envolve quem paga e quem recebe. Se eles se calarem não vamos descobrir jamais. A corrupção política italiana assemelha-se bastante à brasileira na amplitude, na naturalidade com que era praticada e até mesmo na aura protetora e fatalista que parecia torná-la invulnerável”.

Viva o Ministério Público!

Viva a Polícia Federal!

Viva a imprensa!

Viva o Supremo Tribunal Federal!

Viva o juiz Sérgio Moro e sua equipe!

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

Não perca nossas informações!

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Os comentários estão encerrado.