A quem serve a AMBEP ?

Ao final desta mensagem a nota da AMBEP, publicada nesta data no seu portal.

Nossa Petição já causou o impacto que pretendíamos. A mensagem, proativa, assumida face às ameaças contidas nas diversas gestões da Fundação Petros e que acabaram por explodir, nesta última, a do Sr. Henrique Jäger, executivo trazido também do mercado, mas de “expertise” somente partidária, portanto sem qualquer experiência para gerir fundações tão complexas como a nossa.

Sem qualquer palavra de apoio e apesar da falta de comprometimento de todos os Sindipetros e de grande parte das associações de aposentados, bem como dos próprios conselheiros eleitos, todos paralisados, como se a defesa da Petros e dos seus participantes não tivesse nada da ver com cada um deles, o número de assinantes da Petição já atingiu 1.287 participantes. É o resultado do trabalho anônimo de participantes que assustados perceberam que o navio está indo a pique E É UMA EXTRAORDINÁRIA VITÓRIA.

A Ambep, entidade que vinha apoiando o trabalho deste nosso grupo (a outra é o Gdpape), ao financiar grande parte das viagens feitas para encaminhar aos Órgãos Fiscalizadores denúncias da gestão temerária que tomou conta da Fundação Petros, recuou e resolveu, por sua atual Diretoria, não apoiar com suas assinaturas, ou sequer ajudar na propaganda da Petição que não é mais nossa, mas de todos os participantes. Donos de um cadastro com mais de 30.000 participantes, com desculpas estampadas no medo que a ameaça do Henrique Jäger lhes causou, publicou críticas em seu portal desconexas da objetividade que consta da Petição.

Informações que colhemos em respostas de mensagens feitas por diretores ao “pequeno grupo de ‘críticos habituais’ (que também desconhecem a realidade da … Entidade)”, demonstram que a Diretoria embaralha a proposta da Petição ao afirmar que não acredita que a solução para os problemas da Petros seja resolvida através de uma petição pedindo a não recondução dessa atual gestão da Petros (não há qualquer afirmação na Petição semelhante a isso). Caberia então afirmar que os Diretores da Ambep é que não demonstram interesse em conhecer as preocupações e as aflições dos seus associados preferindo desqualifica-los como “críticos habituais”.

A Diretoria da Ambep tem todo o direito de apoiar ou deixar de apoiar iniciativas em defesa da Petros, sejam elas da parte dos seus sócios ou mesmo dos não sócios. Só não pode justificar tal decisão publicando Nota Oficial em sua página que foge à realidade da nossa proposta. Infelizmente essa atitude, demonstra que um dos objetivos do Henrique Jäger ao enviar ofício ameaçador cobrando-lhes posição, deu resultado: acuou a Diretoria da Ambep.

4) Logo em seguida, um grupo de associados, juntamente com pessoas estranhas aos quadros da AMBEP, em razão das supostas ameaças que entenderam ter sofrido na carta do Presidente da Petros à AMBEP, resolveu lançar, nos primeiros dias de fevereiro, uma Petição Pública (“Abaixo-Assinado”) aos Presidentes da Petrobrás e do Conselho Deliberativo da Petros, exigindo a destituição da atual diretoria da Petros e, em consequência, esforços para a contratação de profissionais do mercado.

O item 4 da Nota da Ambep é agressivo aos autores da Petição e aos que já a subscreveram ao tentar diminuir o tamanho do problema. Estranhamente a Diretoria da Ambep distorce a verdade, desconhecendo propositadamente, se é que em algum momento foi lido, o real sentido da motivação da Petição. Está muito claro porque queremos a não recondução da atual diretoria da Petros: incompetência para administrar o nosso patrimônio, triplicando em 8 meses o déficit técnico, vejam abaixo

Considerando que pelo estatuto da Petros, a Diretoria Executiva é indicada pela patrocinadora e aprovada pelo Conselho Deliberativo e que os gerentes são profissionais buscados no mercado.

Considerando como calamitosa a gestão da Fundação Petros, presidida pelo Sr. Henrique Jäger, os participantes da PETROS, identificados, em anexo (I), em nome de todos os demais participantes assistidos e ativos, solicitam a essas Presidências a convocação com a urgência que o momento exige, de Assembleia Extraordinária pautando a deliberação pela demissão sumária da atual diretoria executiva da PETROS e, em consequência, imediatas tratativas para que o Conselho Deliberativo abra novo processo de escolha e a contratação de Executivos externos, de alta performance e conhecimento técnico.

Apresentamos, em anexo (II), análise dos Relatórios de Atividades da PETROS que consubstanciam a nossa solicitação em virtude de práticas comprovadamente prejudiciais à PETROS.

Não há dúvida que a melhor defesa sempre foi o ataque. Foi essa a ideia que nos guiou. Cansamos de correr atrás ou só depois do surgimento dos problemas, aguardando os passos que eram dados pelo inimigo. Mudamosde tática e a Petição é consequência natural dessa nossa atitude. Tentativas de minimizar esse trabalho não nos intimidam. O Henrique Jäger não nos intimidou, certamente não serão Notas desse teor que nos assustarão. Lamentamos o recuo da Ambep em momento tão inoportuno.

Diz textualmente o site da AMBEP ( http://www.ambep.org.br/esclarecimento-do-equacionamento-no-plano-petros-sistema-petrobras-ppsp/): “a AMBEP informa aos seus Associados que vai aguardar maiores esclarecimentos da Petros, especialmente quanto à representação dos participantes e assistidos do PPSP nas discussões sobre o referido equacionamento”

Ao invés de argumentar da mesma forma que o fazem os conselheiros eleitos, seria oportuno​ a AMBEP elencar clara e objetivamente o que foi desenvolvido e que produziu algum efeito concreto para não chegarmos a essa situação ao invés de desqualificar a iniciativa política de um contingente de mantenedores da PETROS afirmando não ver “com bons olhos um ilusório Abaixo-Assinado”. Ninguém está enganando ninguém, a Petição não vai mesmo resolver o problema do déficit que, infelizmente, favas contadas, é um fato e deverá ser rateado entre nós e a patrocinadora. A proposta da Petição é outra: queremos uma gestão profissional, voltada para solucionar os problemas que gestões temerárias nos causaram e salvar o que ainda puder ser salvo.

A indicação dos gestores da Petros feita pela patrocinadora e submetida ao Conselho Deliberativo da fundação está balizada em legislação própria: a presidência e a diretoria de investimentos são profissionais buscados no mercado, com expertise, as diretorias de benefícios e administrativa devem ser eleitas entre os participantes da Fundação. Nada disso vem ocorrendo e nossas entidades também, sobre esse ponto, estão mudas.

A escolha de profissionais de mercado como relatamos na Petição, criticada por alguns poucos que consideram que dentro da patrocinadora há profissionais capacitados para esse exercício, é necessária. Não há dentro da patrocinadora qualquer profissional com visão de mercado para gerir um patrimônio de R$ 80 bilhões.

Coincidentemente, o Deputado Efraim Filho, presidente da CPI dos Fundos de Pensão, com quem conversamos diversas vezes, e entregamos centenas de documentos, fez publicar o artigo abaixo, que corrobora tudo o que está nas entrelinhas  da nossa Petição.

Considerando a indicação do presidente da CPI dos Fundos de Pensão em sua última frase, e cabe a nós TODOS fazermos a nossa parte.

Abdo Gavinho,
Domingos de Saboya,
Raul Rechden,
Sérgio Salgado


 

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Fundos de pensão financiaram projeto de poder do PT

Efraim Filho

Os fundos de pensão representam no Brasil uma grande caixa-preta. Pouca transparência, regulação confusa, um tema árido por onde poucos se aventuram a decifrar seus enigmas. Por outro lado, cifras bilionárias concebem o lastro que garante a aposentadoria de milhões de brasileiros, os quais depositaram recursos de toda uma vida confiando na proposta de mais segurança e tranquilidade no momento em que se aposentarem.

Porém, esse panorama de fantasia já não existe. Os déficit dos fundos de pensão alcançaram valores tão significativos que chegam a colocar em xeque o futuro das pessoas e suas famílias. Foi neste cenário que foi concebida a CPI dos Fundos de Pensão, na qual recebi a desafiadora missão de presidi-la e revirar as entranhas dessa caixa preta.

Para se ter uma ideia do patrimônio envolvido, apenas os quatro fundos objetos de investigação somam R$ 350 bilhões em investimentos. Postalis (Correios), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa) e Previ (Banco do Brasil) representam quase 1 milhão de famílias e hoje tem deficit que se aproxima da marca de R$ 30 bilhões.

Ao adentrar neste terreno hostil, descobrimos que parte desse deficit bilionário é fruto de riscos do mercado, mas em sua grande parte também da má gestão, temerária e fraudulenta. Desvios que revelam a face mais cruel de todos esses escândalos que assolam o Brasil: estão roubando dinheiro dos aposentados.

Após quatro meses de investigação, já percebemos que o mesmo modus operandi do petrolão também é identificado nos fundos de pensão: o aparelhamento das instituições, o tráfico de influência e o direcionamento dos negócios para interesses político-partidários.

São tantos os desvios, que é crível afirmar que os fundos de pensão fizeram parte da máquina de corrupção para financiar o projeto de poder do governo do PT. Três dos quatro presidentes dos fundos são filiados ao partido do governo, o que facilita a inserção dos operadores no meio dos negócios bilionários.

Figuras se repetem entre os mesmos escândalos, por exemplo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, operador do esquema e com fortes indícios de coordenar o tráfico de influência entre os fundos. Esteve na quarta-feira passada (3) depondo em nossa comissão. Um depoimento polêmico, porque mesmo preso na Operação Lava Jato optou por ficar calado e não responder as perguntas. Na minha experiência parlamentar, nunca vi alguém que veio a uma CPI e ficar calado ser inocente.

Se muitas comissões hoje iniciam com presunção de pizza, não será esse o destino da CPI dos Fundos de Pensão. Temos um pilar propositivo a ser apresentado que representará a modernização da legislação, hoje arcaica, e a redução das fragilidades que permitem que os fundos sejam saqueados quando comandados por gestores de má fé.

No pilar investigativo, a atuação compartilhada com MP e Polícia Federal nos dá a expectativa de vários indiciamentos ao identificar inúmeros crimes cometidos, e assim estancar a sangria e resgatar ao aposentado a esperança de não ver o seu patrimônio dilapidado por um governo que se destaca por confundir o público com o privado. Não podem brincar com o futuro das pessoas e suas famílias, a sociedade precisa reagir e estamos fazendo a nossa parte.


NOTA DA AMBEP

A AMBEP e o “Abaixo Assinado”

Em respeito a todos os seus Associados, sejam eles empregados em atividade, sejam aposentados ou pensionistas, repactuados e não repactuados, sindicalizados e não sindicalizados, enfim todos os que compõem o nosso quadro social, até mesmo os que, embora sócios, não demonstram maior interesse em conhecer as atividades desenvolvidas pela Associação (divulgadas em seus meios de comunicação), limitando-se apenas a “apoiar” o pequeno grupo de “críticos habituais” (que também desconhecem a realidade da nossa Entidade), a AMBEP sente-se no dever de prestar os seguintes esclarecimentos:

1) No dia 25 de janeiro de 2016, o Presidente da AMBEP recebeu do Sr. Henrique Jӓger, Presidente da Petros, carta por meio da qual relatava que “Um de seus associados vem alardeando, sem a devida apuração da veracidade dos fatos, que a Petros foi ‘inconsistente’ na resposta enviada ao jornal O Globo, em reportagem de 17 de janeiro de 2016, ao informar que Newton Carneiro da Cunha não faz mais parte dos quadros da Fundação.”

2) O Presidente da Petros mencionou ainda que “essa informação errada também foi divulgada de forma irresponsável em blogs como ‘Alerta Total’ e ‘Discrepantes’, causando claros danos de imagem à Petros.”

3) Pela carta PRES-021/2016, de 27 de janeiro de 2016,       o Presidente da AMBEP respondeu lamentando o ocorrido (efetivamente, o Sr. Newton, desde maio de 2015 deixou o cargo de conselheiro das Indústrias Romi), mas ressaltou, no entanto, que a direção da AMBEP não pode se responsabilizar por opiniões pessoais externadas por seus associados, nem impedir que os mesmos propaguem suas ideias que, nem sempre, coincidem com o pensamento da Associação.

4) Logo em seguida, um grupo de associados, juntamente com pessoas estranhas aos quadros da AMBEP, em razão das supostas ameaças que entenderam ter sofrido na carta do Presidente da Petros à AMBEP, resolveu lançar, nos primeiros dias de fevereiro, uma Petição Pública (“Abaixo-Assinado”) aos Presidentes da Petrobrás e do Conselho Deliberativo da Petros, exigindo a destituição da atual diretoria da Petros e, em consequência, esforços para a contratação de profissionais do mercado.

5) Os sérios problemas pelos quais a Petros vem passando nos últimos anos têm sido objeto de constante preocupação por parte da AMBEP, embora alguns dos seus “críticos habituais” insistam em ignorar o que vem sendo desenvolvido pela Entidade, ou por desconhecer a realidade da Associação, ou simplesmente por ser mais fácil falar e escrever do que “botar a mão na massa” e produzir algum efeito concreto.

6) Assim, a AMBEP, que em outubro próximo, completa 35 anos de profícua existência, administrando com seriedade os recursos de seus associados, atendendo aos fins para os quais foi criada, não vê com bons olhos um ilusório Abaixo-Assinado que, por maior número de assinaturas que venha a colher (inclusive de associados da AMBEP), em nada vai solucionar o crescente déficit do Plano Petros do Sistema Petrobrás.

7) Ao contrário do que dizem alguns “desinformados”, a AMBEP não está paralisada, inerte e aguardando passivamente o desenrolar dos acontecimentos.

8) A luta em defesa da Petros será sempre uma prioridade para a AMBEP, sem prejuízo, é claro, das demais atividades que habitualmente desenvolve.

9) Por fim, solicitamos aos verdadeiros que continuem confiando na direção da Associação, com a certeza de que tudo será feito em defesa da Petros e do nosso patrimônio, para que este seja gerido de forma segura e sem interferências externas.

Rio de Janeiro, 12 de fevereiro de 2016.

Diretoria da AMBEP

http://www.ambep.org.br/a-ambep-e-o-abaixo-assinado/

INTELLIGENTSIA DISCREPANTES

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