Caros participantes, bom dia!!!
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Se os senhores têm o hábito de acompanhar nossas denúncias, atentem para mais este absurdo em relação ao negócio irrealizável em que a OAS (enfiada até a raiz dos cabelos na Operação Lava Jato) busca desesperadamente vender sua parte (percentual do capital votante quase idêntico ao dos Fundos de Pensão) à empresa canadense Brookfield.
Essa discussão vem gerando marchas e contra marchas. O resultado, para as fundações, é catastrófico, pois ao não enterrarmos nossos cadáveres, ficamos com o cheiro da putrefação. Traduzindo, enfiamos mais dinheiro, caso recente em Invepar quando injetamos outros R$ 333 milhões (ou seja 25% do ativo, considerando o real valor de mercado dessa ação)
Há diversos casos semelhantes a esse (lupatech, brasil pharma, romi, vanguarda agro etc.).
Face a essa situação esdrúxula, olhem os dois anexos. Lamentável dizer que neste pobre e infeliz país, chamado Brasil, não existe Fiscalização.
A CVM um dos falsos agentes de fiscalização finge que faz o trabalho. Não vou dizer que são mentirosos no que afirmam, mas evidente que verdade não é.
A Brookfield, ao que tudo indica, tirou o time de campo. Isso não tem a menor relevância, pois os agentes financeiros mantém a falsa ideia que o negócio continua vivo. A mídia financeira é cúmplice de tudo isso, pois nunca faz a pergunta certa, prefere obter respostas erradas.
A CVM, cumprindo sua obrigação “fiscalizadora”, envia consulta à Invepar sobre as notícias que são plantadas nessas mídias (com o silêncio sepulcral de seus editores – imaginem vocês, qual seria o interesse?), sugerindo até multa diária em caso da não resposta. Essa resposta é dada IRREALISTICAMENTE e todos ficam satisfeitos. Foi feita a primeira consulta em dezembro, renovada em janeiro e estamos chegando no limite do prazo citado, sem qualquer fato novo. Mil reais de multa diária, nada é para eles, pois afinal não lhes sai do bolso próprio mas do nosso, pois quando a empresa em que temos nossos investimentos sofre alguma penalização financeira, reduz seu ganho.
Somente nós, participantes das fundações, nos surpreendemos, porém não temos a quem mais reclamar.
Sérgio Salgado
ET – como acho que não sou inocente, não faço como nossos conselheiros eleitos “indicados pelo CDPP” que acreditam nos gestores da petros e dessas empresas e consultam sempre o lobo sobre a doença de suas galinhas. Minha fonte de consulta é sempre o portal da CVM ou da BMF. Os portais dessas empresas também são acompanhados por mim mas não lhes dou qualquer seriedade.
Pode ser que eu me engane, como sempre, mas a Brookfield já saiu fora, pois ainda que a Invepar, em relação aos demais ativos que possui, possa ser viável, a manutenção de Guarulhos a inviabiliza totalmente. Não há como sobreviver carregando uma concessão inviável. Pagamos um preço inaceitável e quem o fez (incluindo seu principal mandante, o Governo Federal), deveria estar na cadeia.
Vou além, a insistência em manter o nome da Brookfield cheira e muito a notícia plantada por interessados diretos no negócio. A OAS já tirou de lá o que mais lhe interessava, obras sem qualquer licitação que se conheça, está em apuros sérios e na iminência de ir para o buraco, com credores em seu encalço.
Invepar é dona de 51% de Guarulhos e a Infraero os outros 49%, no entanto quem está pagando R$ 1 bilhão anual de outorga é somente a Invepar (os 3 fundos mais a OAS formam juntos a Grupar e a Grupar, junto com a Infraero forma a GRU Airport na proporção 51/49).
Análises consistentes feitas pelo Raul Rechden, mostram que para pagar esse bilhão anual ela teria que ter um resultado operacional acima de R$ 2 bilhões e isso não acontece. Guarulhos atingiu sua capacidade máxima e ainda que operando nela (e não está, conforme informa o artigo) não atingiria esse resultado.
A Brookfield é empresa canadense, portanto deve ter uma equipe de primeira grandeza analisando esse balanço, daí esse constante empurrar com a barriga e nós aqui pagando o pato, pois não há qualquer perspectiva de algum retorno, ao contrário, deram um jeito de não reavaliar o ativo como de fato deveria ter sido feito e só essa reavaliação jogaria seu valor para a metade, portanto, um prejuízo (MANUTENÇÃO DA PEDALADA) de mais de R$1,350 bilhão que não vai constar do fechamento de 2015.
Invepar consta em nosso RA não com R$2,4 bilhões como dá no artigo, mas com R$ 2,8 bilhões, portanto, na hipótese improvável da Brookfield entrar nessa fria, teremos que baixar o ativo em R$ 1,45 bilhões. O mais correto é afirmar que enfiamos R$333 milhões em cima de somente R$ 1,35 bilhão (valor mais provável desse ativo) e não de R$ 2,8 bilhões. Dessa forma isso vai de fato às alturas.
Há um detalhe, essa história dos debêntures pagarem IPCA+11,75% é balela, juros de agiota para quem devia em setembro/2015 quase de R$ 4 bilhões, certamente teremos dificuldade para receber. Foi dinheiro jogado fora, enfiamos mais R$ 333 milhões, a Invepar pegou R$ 1 bi, ou seja endividou-se mais ainda.
O absurdo da nossa legislação é o Sr. Henrique Jäguer, operar em duas pontas, como conselheiro indicado ao CA da Invepar votou pela aprovação da proposta de oferta dos debêntures e como presidente da Petros, junto com toda a sua diretoria e com os conselheiros indicados pela patrocinadora no CD (ao menos os eleitos não entraram nessa fria) aprovou comprar R$ 333 milhões desses debêntures.
Sérgio Salgado
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