
O Brasil se consolidou, ao longo de 2015, como o principal negócio global da BG. Alavancada pelos projetos do pré-sal, a produção da companhia no país cresceu 87% no ano passado, para uma média de 146 mil barris diários de óleo equivalente (BOE/dia), tornando-se o grande motor do crescimento da petroleira britânica no ano.
O mercado brasileiro já é responsável por 20% de todo o volume de óleo e gás produzido pela BG no mundo. Em 2014, para efeitos de comparação, o Brasil representava 13% da produção da empresa, atrás do Reino Unido (17%) e Cazaquistão (14%).
Em 2015, os projetos da companhia no pré-sal da Bacia de Santos, onde a BG é sócia da Petrobras, representaram nada menos que 70% do aumento de produção de óleo e gás registrado pela petroleira – que superou a meta traçada de 680 mil a 700 mil BOE/dia e fechou o ano com uma produção média de 704 mil BOE/dia.
Com o crescimento de 16% no ano passado, a empresa adicionou 98 mil BOE/dia à sua média de produção, dos quais 68 mil BOE/dia vieram do Brasil.
A petroleira britânica, que produzia menos de 100 mil barris diários de petróleo em novembro de 2014, superou a marca de 150 mil barris/dia em um ano. De acordo com dados mais atualizados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), de novembro do ano passado, a BG já produzia mais de 190 mil BOE/dia de óleo e gás, sendo 150 mil barris diários de petróleo.
Dona de 30% em Sapinhoá (BM-S-9) e de 25% em Lula e Iracema (BM-S-11), a BG é a principal sócia da Petrobras no pré-sal e vem sustentando seu crescimento a partir da entrada de novas plataformas e do aumento da produção em campos já em operação.
Em 2015, a meta da companhia era crescer com foco no aumento da produtividade dos campos de Sapinhoá Norte e Iracema Sul.
A empresa também se beneficiou com a antecipação da entrada em operação do FPSO (plataforma flutuante) Cidade de Itaguaí, em Iracema Norte, que estava previsto para operar no quarto trimestre, mas começou a produzir em julho.
A companhia frequentemente destaca também que as vazões médias dos poços do pré-sal têm excedido as expectativas e contribuído para aumentar a velocidade do crescimento da empresa no país.
Para este ano, a expectativa é que a aquisição da BG pela Shell seja concluída e os ativos da petroleira britânica sejam transferidos para a companhia anglo-holandesa, fazendo da Shell a principal produtora privada de petróleo do país.
O aumento da produção da BG, e portanto da Shell, está vinculado ao plano de negócios da Petrobras. O plano 2015-2019 da estatal brasileira, lançado no ano passado, prevê o início da operação de três novas plataformas em projetos em sociedade com a petroleira britânica este ano: em Lula Alto, Lula Central e Lapa. A Petrobras, contudo, ainda não divulgou seu novo plano de negócio com o planejamento mais atualizado para 2016.
Enquanto não é oficialmente transferida para a Shell, a BG mantém suas expectativas estáveis de investimento no Brasil. Em outubro do ano passado, durante a apresentação dos resultados da companhia no terceiro trimestre, o diretor financeiro, Simon Lowth, confirmou que a meta para 2016 era manter o ritmo de aportes e não superar o patamar de investimentos de US$ 2,5 bilhões previstos até então para 2015.
http://www.valor.com.br//empresas/4402886/brasil-responde-por-20-da-producao-total-da-bg
Você precisa fazer login para comentar.