O conselho de administração da Petrobras se reúne hoje para discutir uma pauta delicada: cortes de cargos e reestruturação para enfrentar uma crise que mistura os problemas produzidos pela própria incompetência e roubalheira produzidas internamente com os abacaxis decorrentes da queda violenta dos preços do petróleo no mercado internacional.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A reunião já estava marcada há um mês e nada tem a ver com mais um desastre ocorrido no valor de mercado da estatal, com a queda de ontem de suas ações na Bovespa.
Um corte de 30% na folha salarial do pessial das áreas gerenciais é o percentual com o qual se trabalhará na reunião de hoje, de acordo com a proposta levada pela diretoria ao conselho.
Hoje, a Petrobras tem cerca de 70 000 funcionários e outros 200.000 trabalhadores terceirizados (desse total, 40.000 em áreas administrativas). Esse contingente custa, por ano, cerca de R$ 21 bilhões.
Entre os itens da reestruturação, está a fusão das diretorias de Gás e Energia e de Abastecimento.
A Controladoria, que hoje se espalha por algumas diretorias, poderá ficar toda concentrada na diretoria financeira — este é o modelo, aliás, preferido por Ivan Monteiro, diretor financeiro da Petrobras e braço-direito de Aldemir Bendine.
A área de responsabilidade social é uma das raras que ficariam fora dos cortes, pela proposta a ser discutida hoje.
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