Notificação Extrajudicial à PETROS e Omissão de informações importantes aos participantes.

Em 01/12/2015
Sérgio Salgado

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Em 1/9/2015, convocado pela CPI dos Fundos de Pensão, o presidente da Petros, Sr. Henrique Jäger, sob juramento para dizer a verdade e somente a verdade, prestou longo depoimento sobre os problemas da fundação.

O depoimento, longe de tranquilizar, causou perplexidade à grande parte de participantes preocupados com o encaminhamento que as gestões da Petros vêm empreendendo à entidade, cujo déficit oficial, em 31/8/2015 –data do último relatório disponibilizado aos participantes em seu portal -, alcançou o estonteante valor deR$13,33 bilhões no seu principal plano, o PPSP – Plano Petros do Sistema Petrobrás (somados os demais planos BD´s, esse valor atinge R$13,62 bilhões).

Inconformados com as justificativas apresentadas aos deputados que o inquiriam, dois desses participantes enviaram, via correio eletrônico, duras críticas apontando uma enorme quantidade de situações incoerentes que mais iludiram que esclareceram os nobres deputados presentes à sessão. Para surpresa geral, o Sr. Henrique Jäger, ao invés de responder com educação a esses participantes que, diferentes dele, são fundadores da nossa Entidade, um deles com 77 anos de idade e o outro já octogenário, enviou-lhes Intimações Criminais (construídas pelo jurídico da Petros), ambas de mesmo teor e, certamente, já respondidas pelos Intimados.

Da nossa parte, juntamente com mais outro participante, Raul Rechden, fizemos a Notificação Extrajudicial, anexa por cópia, recebida pelo Sr. Cláudio Santos, em 7/11/2015, conforme comprovante anexo. A ela demos o prazo de resposta de 72 horas para os devidos esclarecimentos, todos de franco conhecimento de qualquer administração capacitada e conhecedora do seu quintal.

Obviamente, não é o caso desta pois, passados quase 30 dias, não obtivemos qualquer comunicação das dúvidas que levantamos.

Dois pesos, duas medidas.

Neste último dia 28, às 22 h, o jornal O Estado de São Paulo, através do jornalista Murilo Rodrigues Alves, antecipou, on-line, reportagem publicada no dia 29 em sua mídia impressa. Nesse mesmo dia, um sábado, o portal Petros postou um “esclarecimento” às informações do jornal.

Curiosamente, alguns desses esclarecimentos são parte dos questionamentos levantados em nossa Notificação.

A única dúvida quanto ao tratamento às duas situações, dadas pelo Sr. Henrique Jäger, pode estar atrelada à responsabilização que poderá advir das suas respostas. À que foi dada à reportagem, carece de ônus maior, considerando as enormes falhas que lá estão descritas e que acabaram refutadas em artigo (também anexo) assinado pelo Raul Rechden.

À Notificação, tais respostas não poderão ser dadas pois o endereço final será seu encaminhamento à própria CPI dos Fundos de Pensão, como alerta a todos os deputados, pela forma como esses depoimentos vêm sendo dados pelos defensores dos atuais e dos antigos gestores.

 

  1. b) Omissão de informações importantes aos participantes

Considerando a preocupante situação deficitária da fundação Petros, cujo valor registrado oficialmente (31/8/2015) atingiu R$13,62 bilhões, causa estranheza a todos nós, seus participantes e beneficiários diretos, a omissão dos relatórios atualizados. Estamos no último mês de 2015 e há mais de 120 dias não sabemos como está sendo gerenciado nossa fundação, mercê das várias informações totalmente controversas, dadas pelos seus atuais gestores.

Conforme informações de um dos conselheiros, houve reunião do Conselho Deliberativo neste último dia 26/11, 5ª feira passada, e esses relatórios sequer foram examinados. Com isso, ficamos todos traumatizados com notícias cada vez mais assustadoras.

Não é necessário lembrar que a gerente de investimentos, Thaís Gaudino Brescia, que acabou citada em uma das delações da Operação Lava Jato, teria pedido demissão.

 

Conforme relatos acima, necessária a imediata intervenção dessa entidade de fiscalização, considerando que, como participante tenho direito inalienável e legal às informações da nossa fundação e o que se nota é a total omissão dos seus atuais gestores, neles incluídos o próprio Conselho Deliberativo que mantém total submissão à decisão da sua patrocinadora.

 

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