NICOLA PAMPLONA
LUCAS VETTORAZZO
Folha de São Paulo
As incertezas com relação à Sete Brasil levaram a Petrobras a reconhecer perdas de R$ 676 milhões com o investimento feito na operadora de sondas de perfuração de poços petrolíferos.
BALANÇO
Barusco disse pela primeira vez que Lula, então presidente, e Dilma, na época ministra-chefe da Casa Civil, participaram da reunião que foi o embrião da criação da Sete Brasil, empresa investigada na Lava Jato. Segundo Barusco, os negócios de construção de sondas para a Petrobrás renderiam US$ 240 milhões em propinas – 1% do valor dos contratos. Barusco disse que US$ 4,5 milhões eram para o PT.
“Essas propinas foram pagas com o dinheiro dos fundos de pensão”, afirma o presidente da CPI. Efraim Filho observa que a Sete Brasil recebeu aporte de R$ 3 bilhões oriundos de três fundos de pensão – Funcef, Petros e Previ.
A Sete Brasil, em menos de um mês de criação, recebeu aporte de R$ 3 bilhões de Previ, Petros e Funcef.
Atualmente a Petros, tem exposição total de R$ 2,5 bilhões na Sete Brasil
O diretor de investimentos da Petros Licio da Costa Raimundo é o presidente do conselho de administração da Sete Brasil e a demissionária gerente de investimentos privados da Petros, Thais Brescia é a presidente do conselho fiscal.
É estranho em tudo isso é que os conselheiros eleitos para a Petros, Paulo Brandão e Fernando Siqueira, defendem publicamente essa aventura de perdas e prejuízos na Sete Brasil, que tanto prejuízo vai causar à Petros. Justamente eles que deveriam nos representar perante à Petros e salvaguardar os interesses dos participantes. Eles nos devem claras e objetivas explicações. A quem estão servindo?
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