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Tenho 69 anos, entrei na Petrobrás em 20/1/1969 e aposentei em 1993 pela RPBC, trabalhando no administrativo, e participando de todas as mobilizações que ocorreram no período, com início ainda dentro da ditadura.
Aposentado, decidi descansar e assim fiz e, da Petros, só conhecia a data do pagamento.
Porém o FHC propôs a migração e aí acabei convocado pelo Newton Gavião e pelo pcc para entrar no projeto de defesa da Petros anti-migração. Montamos um grupo, eu, o Rivaldo Ramos, o falecido José Ferreira, este da Astaipe Santos, e mais 7 companheiros e, juntos, fizemos plantão na porta da Petros aqui em Santos, durante 7 longos meses. Só saímos de lá, a pedido do Gavião que já estava no posto de secretário geral da Petros, no início de 2003. Fazíamos parte do grupo da cut e associados à fup e participamos em diversas oportunidades junto a esse lixo sindical que se apoderou da Petros e da Petrobrás e, também nos sentimos responsáveis por não ter enxergado isso lá atrás e, vendo isso hoje, por puro espírito de corpo.
Com lula, atropelados por um projeto pior do que a migração, rachamos e, em 1/6/2006 tomamos o LP. Uma semana depois, em assembleia, expulsamos a FUP, em debate que fiz com o Spis e partimos para a constituição da fnp, Não conseguimos emplacar um projeto de federação focada no trabalhador e não somente no poderio partidário. O resultado é que ambas não se diferem e, no caso da fnp, ainda lutam entre sim os mesmos grupos que estavam sob a fup e são sempre arrastados (ao menos até agora) pelo que faz a matriz
Em 2007, fruto dessa luta acabei inserido como suplente na chapa do Siqueira e, como suplente, acabei colaborando para ajudar o Domingos Saboya que hoje está como suplente na Chapa 83, a produzir a denúncia trazida pela magnífica análise da operação Camargo Correa/Itaúsa, ao lhe disponibilizar toda a documentação oficial do processo. Isso ocorreu em julho/2011. Em setembro de 2011, que foi a nossa penúltima reunião como conselheiros, logo após a publicação da denúncia do Saboya, na reunião do Conselho Fiscal, os indicados afirmavam que eu não tinha tido ética ao tornar pública a documentação. Na discussão que se seguiu, o Sr. Siqueira, meu titular e que, até a reunião anterior, havia sempre concordado com minhas interferências, principalmente sobre a questão investimentos que já estava me chamando a atenção, interrompeu o que eu estava falando para dizer na reunião que ele não estava de acordo comigo e que não concordava com nada daquilo em relação a operação Itaúsa.
É da minha autoria uma das principais alterações em nossos relatórios que foi a reintrodução da informação sobre os estoques dos nossos investimentos (quantificação de títulos, ações etc.), situação essa que o Wágner Pinheiro havia nos usurpado em torno de 2006 e agora se percebe o porquê, já que você, não tendo números, quantidade de títulos, não pode ter certeza que o seu investimento teve crescimento positivo ou negativo e daí para manipular valores é muito fácil.
Resultado, dessa interferência dele, na hora pedi meu desligamento de conselheiro suplente e aí parti para bater duro, considerando que eu tinha toda a documentação da minha gestão dos diversos ativos e também dos relatórios que são disponibilizados aos participantes em link exclusivo, mediante a matrícula e a senha pessoais.
Isso me trouxe dois grandes acréscimos à minha proposta de luta ética, coerente e sem perder jamais a credibilidade dos meus atos: conhecimento técnico, pois mais pessoas com maior capacidade que a minha vieram se agregar ao trabalho iniciado Saboya e assumido de corpo e alma por mim e companheiros pelo Brasil todo, a grande maioria me acompanha e me apoia integralmente, sem sequer me conhecer pessoalmente.
Quem me apoia, ou que entidades me apoiam?
O Sindipetro LP do qual ainda sou associado? Até agora não deu qualquer informação, tampouco eu o procurei para isso, Conversei com o Adaedson, junto com o Fontes e o Satoshi, grandes companheiros meus de lutas passadas e presentes, que propôs que eu e o Fontes fizéssemos uma apresentação à diretoria sobre a questão Petros. Isso até hoje não aconteceu.
O LP, já na gestão que derrubamos a fup/cut, a do Miro que já propunha como bandeira de luta um sindicalismo classista, acabou tomado primeiro por um cidadão que assolava empregados e empregadas nossas, moral e sexualmente e, mesmo denunciado nacionalmente, incluindo a fnp, por conta do projeto político de alguns (mas eu diria aqui, muito mais por corporativismo) continuou a manter seu status de “sindicalista” e falando besteiras pelo país todo. Na sequência, o LP acabou sofrendo a entrada do pstu que se juntou ao assediador e destruiu todas as nossas propostas de luta classista.
Por que conto esse pequeno detalhe? Ele me obrigou a fazer uma luta solitária, apartidária, sem contar com nenhuma entidade a meu apoio e mesmo assim, através das minhas centenas de denúncias, todas, TODAS, totalmente bem fundamentadas e fartamente documentadas. Jamais fui ameaçado juridicamente, prova número um, de que eu não jogo caca no ventilador por jogar.
Como também associado da Ambep e me relacionando com esse meu grupo em que vários deles estão associados e alguns são diretores, acabei convidado para explicar em palestra tudo isso que denunciei. Isso gerou convite para sair como candidato ao Conselho Fiscal que não aceitei no primeiro momento, pois havia assumido compromisso com a Márcia, minha companheira de mais de 40 anos, que daria um pequeno refresco nessa luta. No caminho de volta do RJ, de ônibus, viagem longa, acordei de um cochilo com um pensamento que me incomodava e que me dizia que era muito fácil ser somente pedra e foi ali que assumi que iria primeiro convencer a Márcia dessa nova disposição. Feito isso abri espaço para a Ambep definir os nomes que ela achasse por melhor apoiar.
Tem mais, ainda que se faça crítica à entidade ela é uma das poucas ou a única, que não tem qualquer influência de grupos partidários. Seus diretores podem cometer erros, mas são erros que se discutem à luz da condução da gestão da entidade e estão assumindo ainda que silenciosamente dada a gravidade do nossos problemas a defesa da nossa fundação.
Não quero apoio de entidades que se comprometeram com os erros que eu apontei ao invés de discuti-los abertamente e checar o fundamento das denúncias, cujos diretores se perpetuam e nunca formam lideranças. No meu tempo de sindicalismo, quando a cut/fup ainda funcionava, era básico fomentar a discussão política, formando novas lideranças. Ao se olhar nossos sindipetros só encontramos o passado, e o passado que não quer se renovar.
Ser um conselheiro eleito “indicado pelo CDPP” não me serve como referência. O CDPP, na pessoa do senhor Brandão, negociou a indicação do cargo de um dos cargos de conselheiro deliberativo que estavam em disputa (e no caso não o dele, mas o do Siqueira, que ninguém é bobo) em 2011, apoiando o senhor Clárckson, visando apoio político para seu sonho maior lá na frente de sair indicado a concorrer a uma possível vaga de Diretor da Petros. Esqueceu a máxima que se conhece do sindicalismo petroleiro: o pstu não cumpre acordos. Resultado disso, perdemos a vaga para o pcc.
Juntos, todos eles, até hoje defendem a operação Camargo Correa/Itaúsa e ainda publicaram que a Previc só achou como culpado o Luiz Carlos Fernandes Afonso que era na ocasião diretor financeiro, e esquecem de dizer que isso foi aprovado pela DE e pelo CD, incluídos aí o Brandão e o Tedesco. O Luiz Carlos é o boi de piranha, pois já foi punido criminalmente por operação realizada quando ele era secretário de finanças da Marta Suplicy aqui em São Paulo. Foi por isso que ele caiu da presidência da Petros. Já que ele está punido, jogaram a responsabilidade em cima dele. Na DE a decisão é colegiada e no CD a votação saiu por unanimidade, conforme as duas atas em meu poder.
Aceitar esses apoios ou essas chapas ao meu lado é o mesmo que mentir sobre a luta que tento empreender.
A coisa mais difícil do ser humano é conseguir que as pessoas acreditem nele e o pior que lhe pode acontecer é perder todo o trabalho dessa construção por atos ou decisões estabanadas.
É do nosso grupo a denúncia sobre Lupatec, Invepar, Sete Brasil, Norte Energia, fechamento irregular em 2013, manipulação de avaliação atuarial no cálculo do AOR visando diminuir o déficit da Petros.
Essa é a luta de todo o grupo ao qual pertenço, e que não aceita ligações espúrias.
Sérgio Salgado
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