Por Raphael Di Cunto
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!A presidente Dilma Rousseff deve mobilizar sua base aliada no Senado para reincluir na terceirização as empresas estatais, retiradas do projeto por destaque do PSDB. Dilma teme que as empresas públicas e sociedades de economia mista percam competitividade frente às companhias privadas com a regulamentação da contratação de serviços terceirizados.
Sem a inclusão das estatais no projeto, as regras para a contratação de serviços por empresas como Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil continuam sendo as previstas em súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que proíbe a terceirização da atividade principal da companhia.
A jurisprudência é contestada por empresários no Supremo Tribunal Federal. Se a súmula cair, não haveria nenhuma regulamentação para a contratação de mão de obra terceirizada por empresas públicas e sociedades de economias mistas, suas subsidiárias e controladas, já que projeto aprovado na Câmara trata apenas das empresas privadas. Dos 446 mil funcionários da Petrobras, 360 mil são terceirizados.
A preocupação com a exclusão das estatais, conforme revelou na quinta-feira o Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, foi externada por Dilma em jantar com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDBRJ), que relatou a conversa a pelo menos dois aliados.
Em visita a Xanrerê (PR), cidade atingida por um tornado no dia 20, a presidente comentou ontem o projeto da terceirização. Disse que “existe uma zona cinzenta que precisa ser regulamentada”, mas que “isso não pode significar perda de direitos dos trabalhadores”. Questionada sobre a relação entre o governo e a base aliada no Congresso, Dilma disse que é normal a existência de conflitos e posições políticas distintas entre partidos diferentes. “O PMDB integra meu governo e essa unidade tem como base a diversidade”.
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