Gestão de José Sérgio Gabrielli (Petrobras) e Wagner Pinheiro de Oliveira (Petros)

Marilena Costa
RIO DE JANEIRO/RJ
Entrei na PETROBRAS por concurso em 1963 e lá trabalhei até 1993. Lá acabei de me criar praticamente, trabalhando de dia e cursando faculdade à noite, galgando através de concurso tanto interno como competindo com externos, cargos mais altos. Peguei as épocas de antes, durante e após a Revolução de 1964.
Fui a primeira mulher a acampar no Alto Juruá/AM, a segunda mulher, substituindo uma que havia falecido, a fazer trabalho em todas as Plataformas e Navio-Sonda da época, e a primeira mulher a representar a PETROBRAS/INTERBRAS em Congresso de Óleo Lubrificante Básico (LUBOIL) em San Diego, CA/U. S. A..
Nesses trinta anos, não vi e nem ouvi ninguém, nem colegas e nem chefes, falarem em propina ou enriquecerem. Vestíamos de fato a camisa da empresa.
Após a entrada do PT no (des)governo, começou a festa da terceirização na PETROBRAS, alcançando o número de dois terços de terceirizados, ao invés da manutenção do ingresso por concurso público.
Na PETROS (Fundação Petrobras de Seguridade Social), a partir ainda da entrada do PT no (des)governo, começaram as evidências dos mal feitos no nosso patrimônio que é sustentado com consideráveis contribuições pelos empregados ativos e aposentados, através de diversas negociações duvidosas, como o caso “PETROS/ITAUSA/Camargo Correa”, “Lupatech”, INVEPAR – envolvendo a OAS, construção da hidroelétrica Belo Monte e mais uma lista que aqui não daria.
Em reunião com empregados que contribuem para a PETROS, PREVI (Banco do Brasil), VALIA (Vale do Rio Doce) e FUNCEF (Cxa. Econômica), ficamos sabendo que desmandos e mal feitos semelhantes acontecem também naquelas fundações.
Com o PT no poder, FUP (Federação Única dos Petroleiros) e CUT (Central Única dos Trabalhadores), com José Sérgio Gabrielli na presidência da PETROBRAS e Wagner Pinheiro de Oliveira na presidência da PETROS, vimos o início do esfacelamento da PETROS, em 06 de janeiro de 2001, com a oferta de uma migração dos contribuintes da PETROS para o Plano Petrobras Vida (PPV), totalmente prejudicial ao participantes. Tal plano teve 70% de rejeição e conseguimos cancelar na justiça.
Ainda assim, numa clara demonstração de desprezo aos Juízes Federais, os presidentes acima citados da PETROBRAS e da PETROS respectivamente, ignorando o julgado e o determinado pelo Juiz da 14ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, Charles Renaud Frazão de Moraes, decidiram continuar desrespeitando as Leis e a Constituição Federal e criaram o plano PETROS 2 para os empregados que passassem a ingressar na empresa.
Em agosto de 2006 implementaram na PETROS um plano de repactuação, e sabedores das dificuldades que os aposentados – 90 % com empréstimos na fundação – vinham sofrendo com o congelamento dos salários, contrário aos Estatutos da PETROS que prevê que os aposentados recebam como se na ativa tivessem, razão pela qual, mesmo aposentados, continuam a contribuir para a fundação, ofereceram 2,75 vezes o valor dos seus respectivos benefícios para quem repactuasse entre 20/10 e 15/11.
Aqueles que migrassem de 21/11 a 07/12 receberiam menos, o valor seria multiplicado por 2,5. O bônus foi no mínimo de R$15 mil. Ora, quando uma coisa é boa, são os cidadãos que pagam para entrar ou participar e não ao contrário.
Todavia, em virtude das dificuldades dos aposentados, em torno de 70% repactuou, cortando com isso todo e quaisquer vínculos com a “holding”, sem, com isso, poderem nunca mais entrar com ações na justiça para reclamarem reajustes ou equiparação de nível. E, recentemente, FUP e CUT começaram um movimento para conseguirem a “Separação de Massas”, ou seja, separar repactuados de não repactuados de uma conta que é indivisível, e isso alteraria a característica básica do Plano da PETROS é mutualista. 
Fora isso, quando na presidência da PETROBRAS o José Sérgio Gabrielli, que é originalmente de Salvador/BA, transferiu o Serviço Financeiro da empresa para aquela cidade, já que seu intuito, como amigo pessoal do Jaques Wagner, era se candidatar a Governador da Bahia, em substituição ao amigo, atual Ministro da Defesa.
Ora, a sede da PETROBRAS, que foi instituída em 03 de outubro de 1953, sempre teve a sua sede no Rio de Janeiro/RJ. Totalmente evidente as intenções do José Sérgio Gabrielli com essa providência.
Ainda sob a batuta do ex presidente da PETROBRAS, José Sérgio Gabrielli, e com apoio de CUT e FUP, foi colocado como Gerente de Recursos Humanos, por dez anos consecutivos,  nada mais, nada menos que um “Técnico de Projetos, Construção e Montagem”, Diego Hernandes, que destruiu a excelência do Plano de Cargos e Salários da empresa.
Questionei sobre isso o Conselho Regional de Administração (CRA/RJ) que encaminharam o meu “e-mail” para a Ouvidoria e nunca recebi resposta, para saber qual o comprometimento do CRA/RJ a ponto de aceitar uma aberração dessas e nunca ter se pronunciado a respeito, já que aquele Órgão é tão zeloso na fiscalização de anomalias como essa.

 

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